Ecos da Fraternidade Rosacruz Max Heindel

Centro Autorizado do Rio de Janeiro

Filiado a The Rosicrucian Fellowship

Max Heindel ( 23 de Julho de 1865 - 6 de janeiro de 1919)

 

   Leo e Virgo                                                                                                                                                 jul/ago/set/03

MAX HEINDEL

Mestre, Irmão e Amigo

O iluminado ser escolhido e autorizado pelos Irmãos Maiores

da  Ordem Rosacruz  para  cumprir  excelsa  missão  junto à

humanidade, a  fim  de  levá-la  à  Verdade  Eterna,  trouxe a

Filosofia Rosacruz e seus profundos ensinamentos.

 

Na realização de sua gigantesca missão,  pautada sempre

pela simplicidade e pela força de seu ideal,  propagou  a

Filosofia Rosacruz pelo mundo inteiro, tendo por bandeira o

Cristianismo e o Serviço.

 

Pela  próxima passagem da data  de  seu  aniversário,  nossa

reverente homenagem, recordando   suas preciosas palavras:

 

“... há só um caminho que conduz ao céu –

compaixão humana e amor.

                    

                

ARTE, CIÊNCIA E RELIGIÃO

  

Assim como o dia e a noite, o verão e o inverno, o fluxo e o refluxo seguem-se uns aos outros em ininterrupta sucessão de acordo com a lei dos ciclos alternantes, assim também a aparição de uma onda de despertar espiritual em qualquer parte do mundo é seguida por um período de reação material, a fim  de que o desenvolvimento não se torne unilateral.

 

Religião, Arte e Ciência são os três meios mais importantes da educação humana e constituem uma trindade na unidade, não podendo ser separadas sem que se altere o nosso ponto de vista sobre qualquer coisa que investiguemos.

 

A verdadeira Religião inclui a Ciência e a Arte porque ensina a viver uma vida preciosa em harmonia com as leis da Natureza.

 

A verdadeira Ciência é artística e religiosa no mais elevado sentido porque nos ensina a reverenciar e a nos conformar com as leis que governam o nosso bem estar e explica porque a vida religiosa conduz à saúde e à beleza.

 

A verdadeira Arte é tão educativa quanto a Ciência e tão elevada em sua influência quanto a Religião.

 

Houve um tempo na Grécia em que a Religião, a Ciência e a Arte eram ensinadas conjuntamente nos Templos de Mistérios. Porém, para o melhor desenvolvimento de cada uma, tornou-se necessário separá-las durante algum tempo.

 

A Religião reinou suprema nas chamadas “idades negras”. Durante esse tempo, ela escravizou a Ciência e a Arte, atando-as de mãos e pés. Depois, veio o período da Renascença, quando a Arte floresceu em todos os seus domínios. Mas a Religião era ainda muito forte, pelo que a Arte era freqüentemente subjugada a seu serviço. Por último, chegou a vez da Ciência Moderna que, com mão de ferro, subjugou a Religião.

 

Foi em detrimento do mundo, que a Religião oprimiu a Ciência. A ignorância e a superstição produziram males sem conta, mas o homem, não obstante, abrigava então elevados ideais espirituais e esperava uma vida superior melhor. É infinitamente mais desastroso que a Ciência esteja sufocando a Religião, porque agora até a esperança, o último dom deixado pelos deuses na Caixa de Pandora, pode desvanecer-se ante o Materialismo e o Agnosticismo.

 

Quando os Grandes Guias da humanidade viram a tendência para o ultramaterialismo que agora grassa no mundo ocidental, tomaram certas medidas para enfrentá-lo e transmutá-lo. Não desejaram destruir a Ciência florescente, pois divisavam o resultado final que será o Bem, quando uma Ciência avançada tornar-se-á novamente colaboradora da Religião.

 

No século XIII, um elevado Instrutor Espiritual, usando o simbólico nome de Christian Rosenkreuz  (Cristão Rosacruz), apareceu na Europa para iniciar esse trabalho. Fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes, objetivando lançar uma luz oculta sobre a mal entendida Religião Cristã e para explicar o mistério da Vida e do Ser, do ponto de vista científico em harmonia com a Religião.

                                                                        Extraído do “Conceito Rosacruz do Cosmo” de Max Heindel

 

 

CIÊNCIA  E  RELIGIÃO

         Elsa M. Glover

 

INTRODUÇÃO

Elsa M. Glover doutorou-se em Física pela Universidade de Purdue (USA) e tendo se dedicado a  pesquisa e ao ensino dessa matéria. A Dra. Glover foi probacionista e grande estudiosa de astrologia e misticismo cristão;  ministrou conferências sobre astrodiagnose e solução de conflitos por métodos aquarianos. O tema que será apresentado em nosso boletim, por vários números, faz parte de seu acervo de conhecimentos e trata de ciência e religião, assunto de interesse permanente para todo estudante da Filosofia Rosacruz.

 

I. PERCEPÇÃO E CONSCIÊNCIA DAS DIMENSÕES ESPACIAIS

 

Alguma vez, você meditou sobre como o mundo se apresenta aos animais? Que pensará um caracol após chegar ao extremo de uma folha pela qual vinha se arrastando? Que pensará uma águia ao ver que um rato escondeu-se em um buraco na terra? Que pensará um cão ao ver que um automóvel modifica sua aparência ao aproximar-se dele e novamente a modifica depois de passar por ele e afastar-se? Tais exercícios de compreensão são inestimáveis não só porque podem nos ajudar a desenvolver simpatia e, portanto, amor para com os animais (e o amor por todas as criaturas é algo de muito valor), como também porque a relação que existe entre um animal e um ser humano pode resultar de um certo modo similar à que existe entre o homem e seres com capacidade sobre-humana, como Cristo. Portanto, estas reflexões podem melhorar nossa compreensão sobre os seres superiores.

Os cientistas materialistas observaram que o animal unicelular chamado ameba não tem olhos. Sua percepção sobre o que está em seu entorno está limitada basicamente a sentir os objetos com os quais entra em contato. Os anelídeos (vermes) são capazes de reagir a mudanças de luz e as estrelas-do-mar têm pontos sensíveis nas pontas de seus braços que podem responder a diferentes graus  de iluminação, mas não estão preparados para a formação de imagens. Os olhos dos insetos podem perceber a luz e a obscuridade, a direção e o movimento e, em alguns casos, o tamanho, mas não podem focalizar objetos a distâncias diferentes (embora diversas partes do olho possam ver coisas próximas ou distantes). A habilidade de focalizar é maior nos cefalópodes (polvos), peixes e anfíbios pelo desenvolvimento da capacidade de modificar a distância do cristalino à retina. Isso habilita o olho a focalizar na retina imagens de objetos a diferentes distâncias. A habilidade de focalizar encontra-se ainda mais refinada nas serpentes e nos vertebrados superiores com o desenvolvimento da capacidade de variar a curvatura do cristalino que permite a acomodação de objetos a diferentes distâncias. Quando estão presentes maiores habilidades de focalização, torna-se possível fazer um maior número de distinções visuais. Embora as moscas e os vermes da terra não distingam tamanho, as mariposas, as baratas, as tartarugas, as galinhas, os ratos e os macacos podem distinguir áreas de diferentes tamanhos. As abelhas, as vespas, as mariposas, as tartarugas, os pássaros, os cães, os guaximins e macacos mostraram habilidade para distinguir diferentes formas planas.

            Tanto nos pássaros como nos mamíferos e nos seres humanos, os nervos óticos entrelaçam parte de suas fibras em seu caminho para o cérebro de modo que cada retina envia fibras nervosas a ambos os hemisférios cerebrais. Dessa forma, os campos visuais de ambos os olhos se combinam. As imagens ligeiramente diferentes dos dois olhos dão juntas a aparência tridimensional aos objetos observados. Em alguns mamíferos, os olhos estão tão distantes um do outro que o campo de visão comum a ambos é muito pequeno. Mesmo os animais que dispõem da anatomia ocular e da estrutura nervosa apropriadas para a visão estereoscópica, têm habilidade limitada para servirem-se destas estruturas. Os pássaros podem distinguir formas planas mesmo que não demonstrem reconhecer recipientes diferentes. Os ratos têm dificuldade para avaliar a distância em que se encontra uma plataforma (com a finalidade de escolher a mais próxima ou saltar para plataformas localizadas em distâncias diferentes). Nos seres humanos, encontra-se muito desenvolvida, sem dúvida, a habilidade para ver claramente os objetos em profundidade e para perceber as distâncias.

            Como a ameba só é consciente de si mesma e das coisas com as quais se põe em contato, poderíamos dizer que sua percepção do espaço é essencialmente a percepção de um só ponto, ou seja, percepção de dimensão zero. A passagem de um estado de percepção a outro é gradual, até o ponto em que algumas formas intermediárias não se encontram claramente nem em um estado nem em outro. Os anelídeos e a estrela-do-mar têm algumas características de uma percepção de dimensão zero (dada sua incapacidade de perceber algo a menos que se ponha em contato com seus corpos), porém, está neles se desenvolvendo uma leve percepção  da consciência linear na medida em que podem perceber simultaneamente pontos diferentes de seus corpos. Os insetos que desenvolveram a habilidade de perceber a direção (embora nem tamanho nem forma) têm percepção linear, ou seja, unidimensional. Podem ver algo no exterior e decidir mover-se até o objeto ou separar-se dele. Aqueles insetos que mostram reconhecer tamanho e forma começam a distinguir superfícies, o que sugere percepção bidimensional. Esta percepção bidimensional se acha mais desenvolvida e refinada no peixe, nos anfíbios, nos répteis, nos pássaros e mamíferos. Os pássaros e mamíferos, com visão estereoscópica mas com dificuldades de perceber formas tridimensionais, acham-se na transição da percepção bidimensional para a tridimensional. Nós, seres humanos, temos a capacidade de reconhecer objetos de variados tamanhos e distâncias. Podemos perceber simultaneamente a longitude, a profundidade e a altura e, por essa razão, possuímos percepção tridimensional.

            Uma criatura que seja capaz de formar imagens mentais limitadas a um certo número de dimensões não será capaz de funcionar em um corpo com percepção dimensional superior àquele número de dimensões, porque chegarão sinais à mente que não poderão ser processados. Se uma consciência de dimensão zero habitasse um corpo humano, não poderia imaginar ao mesmo tempo as mãos e os pés e, ao chegarem simultaneamente sinais de ambas as partes do corpo, esses sinais seriam confundidos. Para as criaturas capazes de formar imagens mentais de um certo número de dimensões seria vantajoso ter um corpo ao menos com a mesma capacidade perceptiva e, assim, termina chegando o tempo em que tais corpos são construídos, de maneira que, em geral, a dimensão da capacidade perceptiva é igual à dimensão das imagens que a mente seja capaz de processar e igual à dimensão da consciência (com algumas exceções que aparecem durante os estados de transição).

            Para uma criatura de consciência zero dimensional, o mundo consiste de um ponto, que é o único que pode perceber. Qualquer coisa que entre nesse ponto parecerá vir de nenhuma parte e quando sair do ponto parecerá que deixará de existir. Se tal criatura fosse se mover sobre uma superfície, digamos uma folha, seria consciente de um ponto após o outro. Os pontos que tivesse deixado para trás seriam para ela passado. Os pontos que não tivesse ainda atingido, seriam para ela o futuro. Nós, entretanto, com a capacidade de ver toda a folha, poderíamos ver ao mesmo tempo o passado e o futuro da consciência zero dimensional.

            Para uma criatura com consciência de uma dimensão, o mundo seria unidimensional. Nada existe para ela, exceto aquilo que esteja na linha da qual é consciente. Se algo entra nessa linha, parecerá como se viesse do nada. Se algo sai, parecerá como se deixasse de existir. Se tal criatura move sua linha de visão, digamos, girando sua cabeça, verá um número de direções sucessivamente. Sua rota de percepção traçaria uma linha pela paisagem (como uma linha cruzando uma fotografia). De novo nós, com nossa visão de dimensão superior veremos de uma só vez o que a consciência unidimensional percebe como passado e futuro.

            Para uma criatura de consciência bidimensional, o mundo se apresenta bidimensional, como uma fotografia. Tal criatura só concebe um plano de existência. Se olha uma casa e alguém abre a porta e sai, para sua consciência tal pessoa surge do nada. Se caminha ao redor da casa, para ela esta parecerá mudar de forma e características, mesmo que para nós, com nossa consciência superior, vejamos que a casa tem forma constante.

            A consciência zero dimensional vê o mundo como zero dimensional, mas isso não faz com que o mundo seja zero dimensional. A consciência unidimensional vê o mundo como unidimensional, mas isso não torna o mundo unidimensional. O mesmo ocorre para a consciência bidimensional. Ante nossa consciência tridimensional, o mundo se apresenta como tridimensional, mas isso não exclui a possibilidade de que haja dimensões superiores.

            Observemos que, quando nós, com nossa consciência tridimensional, vemos o mundo de consciência dimensional inferior, podemos fazer com que as coisas surjam “do nada” ou desapareçam desse mundo e podemos ver seu passado e seu futuro de uma só olhada. Através da história, temos tido conhecimento de certas pessoas que demonstraram essa habilidade em nosso mundo tridimensional. Manifestaram a habilidade de fazer as coisas aparecerem e desaparecerem, de descrever eventos passados em que não estiveram presentes e de predizer o futuro (por isso se chamaram profetas). Cristo foi capaz de criar pães e peixes quando muita gente deles necessitava (Mateus 14:13-21) e de desaparecer no meio de uma multidão sem ser visto  (Lucas 4:28-30),  (João 8:59).  Foi capaz  de dizer  todo o  passado  de  pessoas  que  via  pela  primeira  vez

(João 1:43-51),  (João 4:7-19), e em várias oportunidades Ele demonstrou conhecer por antecipação que experiências aguardavam a Ele e a Seus discípulos (Mat. 17:24-27, Mat. 20:18-19, Mat. 26:20-25, Mat. 26:31-35, Luc. 5:1-11). É razoável pensar que a consciência de Cristo e a dos  profetas pertenciam à quarta dimensão.

            Paulo, em sua carta  aos Efésios (3:14-18), escreveu: “Por isso eu dobro meus joelhos ante ao Pai...que Cristo habite pela fé em vossos corações e, arraigados e fundamentados no amor, possais compreender, em união com todos os santos, qual é a largura, a longitude, a altura e a profundidade”. Paulo incluiu aqui quatro dimensões e deixou implícito que não só os santos poderiam compreende-las, senão também que nós seríamos capazes de compreende-las quando Cristo habitasse em nossos corações e nos voltássemos “arraigados e fundamentados no amor”.

                                                                       

 

                                                                                                                                  

ATIVIDADES NA SEDE DA FRATERNIDADE ROSACRUZ

Horário:  17 horas

Palestras – domingo – 13 de julho  -  17 de agosto  -  14 de setembro  

Estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos  - sábado -  26 de julho – 30 de agosto – 27 de setembro

 

 

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Em obediência ao mandamento do Senhor Cristo de curar os enfermos, a FRATERNIDADE ROSACRUZ realiza, a nível mundial, semanalmente, o Serviço de Cura, quando a Lua entra em um signo cardeal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) . Os estudantes podem associar-se a esse serviço devocional de ajuda por meio de seus pensamentos e preces, recolhendo-se às 18:30 horas, mentalizando o Emblema Rosacruz e meditando fervorosamente sobre Amor Divino e Cura.

     Julho   06  13  19  27       Agosto    03  09  16  23  30     Setembro    05  12  19  26

 

 

CURSOS DA FILOSOFIA ROSACRUZ

A Fraternidade Rosacruz Max Heindel oferece gratuitamente os Cursos Preliminar (12 lições), Suplementar (40 lições),  Ensinamentos Bíblicos da Sabedoria Ocidental (28 lições) e de Astrologia (Preliminar (26 lições), Suplementar (12 lições) e Superior (13 lições) para todos os interessados desde que não sejam hipnotizadores, médiuns, quiromantes ou astrólogos profissionais. Para solicitá-los, basta escrever para o endereço abaixo ou para o e-mail, pedindo inscrição. Os  Cursos Suplementar,  Ensinamentos Bíblicos e  Astrologia deverão ser solicitados só depois de completado o Curso Preliminar.

 

 

AQUISIÇÃO DE LIVROS

Informamos aos nossos leitores que,  na Livraria Pororoca, Rua Visconde de Pirajá, 540 – Sala 309, Ipanema, tel. 2274-4343, das 12 às 19 horas,  e na Livraria Mística,  Rua Siqueira Campos, 143 – Loja 79 – Térreo, Copacabana, tel. 2548-9642, das 10 às 19 horas, podem ser encontrados livros da Bibliografia Rosacruz escritos por Max Heindel. Os estudantes que não moram na cidade do Rio de Janeiro podem adquirir livros pelo reembolso postal, dirigindo-se à Fraternidade Rosacruz em São Paulo, pelo tel-fax  (011) 3107-4740 – e-mail: rosacruz@fraternidaderosacruz.com.br    

 

Fraternidade Rosacruz - Centro Autorizado do Rio de Janeiro

Rua Enes de Souza, 19 Tijuca,  Rio de Janeiro, R.J. Brasil

20521-210 Tel/Fax 22387179

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Filiado a The Rosicrucian Fellowship

Mt. Ecclesia, Oceanside , CA, USA